GALEGO E OS RUFIÕES DA NOITE-Livro EXTRAGEMA
- Valter Rogério

- há 2 dias
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GALEGO E OS RUFIÕES DA NOITE
De mesa em mesa arremediadamente
Com bar em bares e vadiagem a sóis
Ficava o Boêmio a cantar festejar,
E saudar a noite envelhecido altar
De homens e mulheres no silêncio noturno.
O sorriso era encantador divertidíssimo
De seus olhos verdes luminosos
O sem medo de viver a aquietar
Certa esperança de uma partida de sonhos.
Grego e o incerto Galego ficavam
A temperar nas mesas e cadeiras
Onde na praça do bar ali sentava.
Sempre algo viria no porvir audaz
E a felicidade na noite incerta, espantava
Nossas angústias caladas no matadouro
E no insensato engolir de verdades ou mentiras
Diante da cheirosa cachaça com Coca-Cola
Tudo poderia acontecer diante da boemia.
Vendeu títulos como corretor mundanamente
De imóveis móveis e andança pelo mundo
Onde atrelava sua certidão de sobrevivência
E desvelo dia sim dia não diante de assim existia.
No final da madrugada repentina
O último da mesa no Bar que fecharia
Seria a carona de entregá-lo precisamente
Em sua casa desconhecida de ilusões.
Então diga uma bobagem
Que direi outra besteira
Se nem bem sei onde ficar
Neste estaleiro incensado
Desta aventura em longa vida.
E depois de tudo passado e vivido
O Mateiro da madrugada tempestiva
Encontrava-se ele o Rufião Boêmio
Certo de seu retrato iria romper calado
A solidariedade diante do medo:
Conciso de conter uma nova manhã;
Seria eterna a primavera cercada
De Ipês Florindo no inverno seco que chegaria.
Às vezes ainda passo em frente
De sua casa e sei bem onde morava
Incerto de conter o frio desaquecido
Que viu e presenciou em muitas pessoas
O chorar por um amor perdido franzino.
Diante de uma mesa insólita de um boteco
Incerta sua calma como talvez a nossa
Foi levantada cedo diante da morte
E os Flamboyants não mais florirão
No lugar inquieto dos girassóis da noite.
Na Terra, assimétrico de suas falas divertidas
Onde o rixoso velho homem rufião da noite
Permanecia boêmio das inquietas madrugadas:
Foi dormir com seu sono tempestivo e feliz
De uma eterna e boa canção com a Cinderela.



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