O REALEJO NA PRAÇA NOVE DE JULHO-livro EXTRAGEMA
- Valter Rogério

- 13 de abr.
- 1 min de leitura

O Realejo tocou sua música na sanfoninha de fole
Foi que a Maritaca tirou um bilhete para ler meu pensamento.
-Você terá muitas moléstias durante a “ indesejada das gentes”
Mas a vida vai ser honradamente generosa contigo:
Com muitas pneumonias e um pneumotórax
A cobrir seu silêncio insípido diante da noite acontecida.
-Olhei para seus olhinhos meio vermelhos e amarelados
Da maritaca entregando o bilhete contida mensagem
E o Senhor Realejo pele enrugada no rosto marcas do tempo!
Fiquei pasmo telúrico insolente e lúdico no alvorecer
Diante de um mundo tempestivo matapau da madrugada.
Cabisbaixo o som da sanfona deixou-me encantado com sua magia
E com o mistério da vida que sobrepõe ao mundo de nosso viver.
-Desde o som encantado e a magia dos olhos no amanhã tempestivo
Do Sinhozinho e da cochichadora Maritaca deixou-me na severidade
Com este fazer e procurar tecer acontecer no devaneio das palavras.



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