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O ARTESÃO DE BARCOS- livro EXTRAGEMA

  • Foto do escritor: Valter Rogério
    Valter Rogério
  • 12 de jan. de 2021
  • 2 min de leitura

Atualizado: 2 de mar.

para seu Domingos dos Barquinhos


Ficava na beira do rio Mongaguá, o artesão de barcos:

Como se todos um dia chegassem ao caminho do mar

E certo silêncio do mundo abrigava gentis gafanhotos

Enquanto os grilos desesperados cantavam evidências,

Contudo chegava a manhã e ali permanecia o feitor

Com suas mãos em retalhos de madeiras talhadas

Abrigando o sustento aprisionado de sua sobrevivência.

 

Sua oficina não tinha portas e as janelas se partiam

Pois nada ali poderia sumir ou ser roubado de si mesmo

Barcos pesam conspirações de descobertas marítimas

E o desvelo de seu gosto talvez fosse viajar conhecer

Transbordar sua vida em outras nações, onde a existência:

Fosse um barco descendo o rio cauteloso do trovão trovoadas

Não ficasse a corresponder quietude na manhã dos infelizes.

 

Sempre com seu jeitinho simples e harmonioso de assim ser

Construiu cascos de embarcações que chegariam algum lugar

Menos ficariam paradas na imensidão das águas oceânicas

E o barulho do rio achicanava sua coragem de assim conter.

Simples como a simplicidade dos momentos de um ribeirinho afins

Soltava seus pensamentos ao sorriso daqueles que compravam certo,

Seu artesanal produto servil; que mostrava assim sua razão de existir.

 

O artesão de barcos mostrou aos mais jovens e insensatos

O que é ter na vida uma cordial profissão que se goste

Talhar barquinhos no concenso de seguir os sonhos enaltecidos

E não importa aonde e em que lugar fique a suntuosa vida,

Pois seu artesanato de madeira ficaram nas águas do mundo

A navegar por cidades e estados patrimônios de uma arte alfenim

Onde o céu não deve pedir perdão as estrelas no brilhar e luzir.

 

 


Poesia do livro: EXTRAGEMA

Autoria: Valter Rogério Nogueira de Almeida

foto: KEDS Calçados





 
 
 

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