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O ARTESÃO DE BARCOS- livro EXTRAGEMA

  • Foto do escritor: Valter Rogério
    Valter Rogério
  • 12 de jan. de 2021
  • 1 min de leitura

Atualizado: 8 de jul. de 2025

para seu Domingos dos Barquinhos


Ficava na beira do rio o artesão de barcos

como se todos um dia chegassem ao mar

e o silencio do mundo abrigava gafanhotos

enquanto os grilos desesperados cantavam evidencias,

contudo chegava a manhã e ali permanecia o feitor

com suas mãos em retalhos de madeiras talhadas

abrigando o sustendo aprisionado de sua sobrevivência.


Sua oficina não tinha portas e as janelas se partiam

pois nada ali poderia sumir ou ser roubado de si mesmo

barcos pesam conspirações de descobertas marítimas

e o desvelo de seu gosto talvez fosse viajar conhecer

transbordar sua vida em outras nações ,onde a existência

não ficasse a corresponder a quietude na manhã dos infelizes.


Sempre com seu jeitinho simples e feliz de assim ser

construiu cascos e embarcações que chegariam algum lugar

menos ficariam paradas na imensidão das aguas oceânicas

e o barulho do rio achicanava sua coragem de assim conter.

Simples como a simplicidade dos momentos de um ribeirinho afins

soltava seus pensamentos ao sorriso daqueles que compravam certo,

seu artesanal produto servil ; que mostrava assim sua razão de existir.


O artesão de barcos mostrou aos mais jovens e insensatos

o que é ter na vida uma cordial profissão que se goste

e não importe aonde e em que lugar fique a suntuosa vida,

pois seus barquinhos de madeira ficaram nas aguas do mundo

a navegar por cidades estados patrimônios de uma arte alfenim.


Poesia do livro: EXTRAGEMA

Autoria: Valter Rogério Nogueira de Almeida

foto: KEDS Calçados





 
 
 

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